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montesclaros.com - Ano 26 - sexta-feira, 9 de janeiro de 2026
 

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Mensagem: Guerra ao Norte Manoel Hygino O mundo assiste, com natural preocupação, aos acontecimentos que, desde o final do século passado, marcam os tempos que atravessamos. Os que ligam as televisões não se circunscrevem mais à assistência aos espetáculos esportivos e ao acompanhamento da programação artística. Vive-se uma fase de intensa articulação em torno das guerras que se tratam em diversos locais do planeta ou dos riscos que persistem de novos conflitos, em que se envolveriam países dos continentes. Poder-se-ia iniciar tecendo comentário sobre Estados Unidos e Venezuela, em que preponderada ação verbal do boquirroto presidente da nação do Norte e o confirmado ditador sul-americano, que conserva a vanglória de depositária da maior reserva mundial de petróleo. Embora não houvesse uma guerra declarada segundo as normas oficiais, persistiam as ameaças do titular da Casa Branca contra Nicolás Maduro e seu governo, que incluem invasão por terra do território venezuelano. Enquanto esta não ocorria, o Caribe se transformou em terra sem fronteiras em que ancoram navios da grande força de Tio Sam. Sua aviação cobria toda a região em voos que puseram a pique embarcações supostamente usadas por poderosos grupos narcotraficantes, deixando dezenas de mortos. Simultaneamente por mar e ar, as forças norte-americanas atuavam nas águas do Pacífico, frequentadas igualmente por cargueiros que Trump, com olhos de avestruz, identifica como de traficantes e terroristas, dispostos à ação bélica contra Tio Sam. A grande nação de Lincoln e Roosevelt não para a empreitada cujo fim se desconhece. Depois de tantas guerras, como as do Afeganistão e Iraque, amparados no lema de não poupar esforços na luta contra o terrorismo, a Casa Branca, com Trump em segundo mandato, pensa seguir contra o terrorismo, que começou contra a Al Qaeda, mas não pense que terminou aí. Finalmente, concretizou-se o projeto de Trump no dia 3 de janeiro, com bombardeios lançados contra a Venezuela, durante a madrugada. Trump capturou Nicolás Maduro e sua esposa Cilia Flores. O ditador foi algemado, coberto o rosto com capuz, e transportado por avião, chegando a Nova York ao cair da noite. Os prisioneiros foram levados a uma área no Brooklyn e serão submetidos a julgamento. É um novo e doloroso capítulo na história da América Latina. Repetindo Camões: “Uma nuvem, que os ares escurece. Sobre nossas cabeças aparece”. E a dúvida e a inquietação cobrem a terra, habitação neste planeta. Agora, são as Américas que padecem diante de perspectivas indefinidas, talvez sombrias ou catastróficas.

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